18 de outubro de 2010

Mundo em 1964.

Em 1964, enquanto no Brasil, havia correria devido ao golpe militar.
Nos Estados Unidos, a correria era atrás de quatro ingleses de Liverpool.

Nesse mesmo ano, Umberto Eco lançava o livro: “Apocalípticos e Integrados”.
Uma saudável discussão pondo em debate dois pontos de vistas.
De um lado, as críticas radicais e ferrenhas, do outro o otimismo funcionalista.

Enquanto isso, o mundo ouvia “A Hard Day's Nights”.




Por Charles Fernandes.

17 de outubro de 2010

Cultural Studies


Fiquei responsável pelo tópico 3 do capítulo que fala da Cultural Studies ( primeira corrente de estudos surgida na Inglaterra nos anos 60 do século XX e desde então muito difundida), com o tema A cultura do pobre. Depois que postei o vídeo da Regina Casé que falava sobre a cultura “clandestina”, “marginalizada” me interessei sobre o assunto e resolvi que ficaria com essa parte do texto para explicar para vocês.
Desde o inicio da disseminação da cultura de massa, estudiosos perceberam que inevitavelmente aconteceria uma hierarquização das formas culturais, desde as mais tradicionais até as alienações de produtos comunicacionais que não buscavam nada além da alienação da sociedade. Cada um tem um papel fundamental na história daí por diante, mudando sempre junto da sociedade.
Mesmo a cultural studies só se desenvolvendo em 1960, as correntes de pensamento a cerca do assunto vem desde 1930, com Frank Raymond Leavis, que desenvolveu um guia para estudantes que defendia o quão ruim era o capitalismo industrial. A visão preconceituosa se deu por Leavis tinha como convicção de que a industria cultural era pobre em informação e cultura, esquecendo que não se pode separar cultura de sociedade, existe uma linha intriseca entre ambas, onde não se pode definir quem influencia em quem.
Diferente da posição da escola funcionalista, no qual era a favor de Leavis, a tradição leavisiana deu margens a cultura do povo operário, que contratando professores do secundário, provenientes também do meio modesto, deixariam seus alunos mais livres para expressarem seus pensamentos.
Já nascemos com os meios de comunicação em massa,  mas não são tão antigos como aparentam, então precisamos nos adaptar a nova era, e pode-se considerar que é fruto da cultura e da sociedade, da liberdade de expressão, da vontade de expressar-se para o maior numero de pessoas, o surgimento da globalização. Então a sensibilidades de algumas pessoas fez sentir a necessidade de um aprofundamento para descobrir a melhor maneira possível como a informação se disseminaria, agradando a massa
POR IZABELLY

' Inversão de valores '


Devido a incessante presença dos meios de comunicação de massa, as pessoas estão passando a viver uma vida sonhada e idealizada, onde a ficção mistura-se à realidade.
As questões que antes eram tratadas na familia, agora são discutidas pela televisão, por exemplo, como a questão daa drogas, que algumas novelas brasileiras recentes abordam tal assunto (como na recente novela 'passione' onde há o caso do personagem 'Danilo' que é envolvido com drogas).
É a inversão da noção de valores.


"A sociedade do espetáculo é o próprio espetáculo, a forma mais perversa de ser da sociedade de consumo."



Por Fabiane de Paula

'A Sociedade do Espetáculo'


"No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso."


 A sociedade capitalista se apresenta como sociedade do espetáculo, definiu Debord .
A ostentação do consumo vale mais que o próprio consumo.
 A alienação do ser toma o lugar do próprio ser. A aparência se impõe à existência.



"Na sociedade de consumo, diminui o espaço de tempo entre a vontade e a sua realização. Mais do que isso, diminui o prazo entre o nascimento da vontade e a sua morte. Compramos não para consumir, mas para nos livrarmos da vontade de comprar."

16 de outubro de 2010

Quando a crítica é cantada...

A melhor banda de todos os tempos da última semana toca outra vez.
Naquele velho radinho de pilha, numa sonífera ilha de outra canção.














  

Não muito longe, numa selva de pedras, descobrimos que a vida é um jogo.
Onde é cada um por si e Deus contra todos...
Em um capitalismo selvagem em que aprendemos que a vida é cruel.

E, quando a televisão nos deixa burros, todas as coisas parecem iguais.
A indignação é uma mosca sem asas que não ultrapassa as janelas de nossas casas.
Pacatos cidadãos se apóiam em poesia e em tecnologia... Pacatos da civilização.




Por Charles Fernandes.

Funk também é cultura...



De que outra forma mais popular poderiamos ter conteúdos culturais?

Uma arte, por mais que seja grotesca, feia. Continua sendo arte.
O que faz uma obra ser de arte não se resume na estética.

O Funk traz uma linguagem acessível e ainda pode tornar o erudito popular.
Contribuindo para que a cultura seja uma mercadoria pronta para o consumo.


Por Charles Fernandes